domingo, 11 de janeiro de 2015

MAR DE PALAVRAS E SILÊNCIOS...




MAR DE PALAVRAS E SILÊNCIOS...


Ó luzente e penetrante mar de palavras
Que entornas a candura de um silêncio atroz…
Desembocas revolto o grito surdo - a voz....
Das náufragas aves neste sopro que lavras.

Estranho! meus alvos brados cegados ao luar,
Entoando. Um oceano bravio de ternura,
Correndo nas veias cristalinas deste  mar
Quanta nobreza! quanto sal! quanta doçura!

Quanto alabastro! arfando nas ondas …se for...
Quanto lastro!   levemente singrado d´amor
Quantos sentidos inflamados… deplorados!

Quantas rimas! ainda se soltarão ao vento...
Quantas estrofes! inacabadas no tempo...
Quantos poemas serão em meu peito flamejados!

Helena M. Martins
(Direitos autorais reservados)
Imagem da NET




Sem comentários:

Enviar um comentário

POR ONDE CAMINHAIS, Ó GENTIL ALMA?                     Escuta a música enquanto lês o poema:                                                ...