SOMBRAS REFLEXAS...
O meu olhar, ao espelho, vislumbra sombras em sois – de abril. Abre as portas a hortos, perfumados de aljôfar e queda-se em pérfidos silêncios – os que derramam a alma …
Vidas passadas adejam de júbilo por jardins - petrificados: pedaços, vivos, de efémeras histórias. Em cada reflexo do olhar, suaves brisas perfumam indelevelmente, minhas lembranças; em cada poro: uma flor, desabrochada de orvalhos. Pérolas deslizam, em caudal de afetos, pelos rios do meu corpo.
Agora, debruçada sobre uma lápide de memória, viro as folhas sequiosas e ressuscitadas palavras, abertas como pétalas de rosas, beijam-me, mui suavemente, apesar de seus espinhos...

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