domingo, 4 de janeiro de 2015


VASTA PENUMBRA...




VASTA PENUMBRA...




Ó vasta penumbra em noite escura!...
Sombra que cerra os olhos à lua calma,
Vivente de indelével amargura
Que escurece os caminhos de Minh´ alma!...

Descalçai as sombras cheias ao luar...
E devolvei o brilho ao mundo poeta 
Que triste canta o infindo amar...
Num virgem mar de dor inquieta!

Vesti meu corpo de veste de rainha
Pra pedir vosso mirar à dita minha
Que há muito este meu cerne tece...

Já que reza em mim este fadário,
Levarei comigo da cruz o calvário...
Este altar erigido de amor e prece!...





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