quarta-feira, 29 de agosto de 2018


    TÁLAMO DE VERSOS RAROS…

        

                                     




TÁLAMO DE VERSOS RAROS…


Arde, indelevelmente, em meu peito…
Um forte tálamo de versos raros!
Um doce ardor! amor versando feito…
Magos! Minh ‘alma em nevados aparos!

Ó, meu amor! fulcro do meu poema!...
Ergo d´oiro… reino de castros,
Mil. rubor de eflúvios… alfazema,
Na tez iluminada, a luz dos astros!...

Levas do meu ser… em supremo céu,
Inda que densas as neblinas em breu…
Que se abrem para mim, tão docemente…

Ó, meu amor! pétala de íris!… meu olhar!...
Flor púrpura extasiada… de mar,
Brotando meu fundo, serenamente!...

Helena M. Martins 
(Direitos autora is reservados)
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SILÊNCIO AZUL…



SILÊNCIO AZUL…


Silêncio azul…
Palavras emudecidas...
Em meu seio por escrever…
Descortinam horizontes,
Vislumbrando pontes
Para além de mim…
Meu sonho?!
E de lés a lés,
Um vulto se expande...
Em desvelo!…
Será minha alma nua?…
Será a tua?...
Tão linda, tão rubra!…
Em segredo…
Inclinando-se aos pés de Deus...
E em escrutínio revela…
Um amor profundo...
Elevando as suas mãos,
Pede a bênção da eternidade…
E ora, ora…
Esvaindo pérolas em flor…
Dos seus doces olhos …
Tão infinitos d´Amor!...

Helena M. Martins
(Direitos aurorais reservados)
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   SONHOS E DELÍRIOS




SONHOS E DELÍRIOS


Convoco a corte silente do amor…
Por a teus olhos competirem lírios,
Brotando o seu perfume no clamor
De encantos tamanhos e delírios!...

Quão sábios de luar, lindos e ternos…
Sobre os meus - sempre que neles reparo!..
Tombam doces feito lagos eternos…
E em meu nobre peito os aparo!…

Ora não fosse justa a incumbência…
Rainha Santa de tal veleidade,
Florindo séria pureza em flor…

Diria com altivez e demência,
Neles pernoita a Eternidade…
Tão linda prometendo meu amor!


Helena M. Martins
(Direitos aurorais reservados)
 Bellisseme Imagine

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MÃOS DE FLOR ABERTAS

                             
 Leia o poema ao som desta música:                                                  

                                                         Vídeo do Youtube:
                                                  Johann Sebastian BACH: Adagio, BWV 974

                                           



MÃOS DE FLOR ABERTAS...


          Cascatas de luz a essência escorrendo…
          Mãos de flor abertas de singeleza;
          Minha alma gentil se enobrece vendo
          Quão belos são os gestos da nobreza…

          Raras pétalas do cerne vão doando…
          Qual sinfonia de Bach na leveza
          De mil penas em mil asas voando...
          Por mil hortos de sonho e beleza.

          Ó vergéis verdejantes de sintonias!...
          Cantos de poetas e suas idiossincrasias…
          Desnudando ténue o meu peito ardente!…

         Na alma minha que sempre ri e chora…
         Um espírito esbelto se solta, agora…
         Na lágrima que ora cai gentilmente!...

Helena M. Martins
(Direitos aurorais reservados)
Imagem: Belissime Imagine



                                          





domingo, 10 de maio de 2015

TÁLAMO DE ETERNOS VERSOS …



TÁLAMO DE ETERNOS VERSOS …

Minh ‘alma,
Adormecida,
Eleva aos Céus…
Embevecida…
Rogando a Deus…
Meus lamentos;
Minhas lágrimas;
Meus risos?…
Meus sonhos!…
Carpindo o mundo…
A justiça, a verdade….
A fome, a dor…
O amor profundo…
Ilustre espírito…
Aberto de etéreo,
Floresce…
 Em seu âmago…
Como fina flor
Que cresce e trepa…
De sedas no jardim…
Deixa o perfume
Derramado no tálamo…
D´ eternos versos
Sopitados em mim…

Helena M. Martins
(Direitos aurorais reservados)
Imagem: Belissime Imagine






     UTOPIA




                           UTOPIA


Sonho o que minha mente d´alma exalta,
Digno gesto me revelou um dia
Donde uma simples pedra se movia,
Ante este mundo todo o Amor que lhe falta.

Da humana inércia algo foi brotando…
Feita pura magia. Os rios de tristeza,
Ora corriam como oiro sobre a mesa…
A fome, a dor e a miséria calando…

A nobreza num mar celestial serena...
A letargia que afinal sorve amena,
É raio de Sol das sôfregas razões.

E lassos espíritos na utopia...
Versam o Amor, a paz e a harmonia,
Acendendo o mundo nos corações.


                                   Helena M. Martins 

                        (Direitos autorais reservados)

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CANTO DA MINH´ALMA...





CANTO DA MINH´ALMA…

Na clara penumbra que inda perdura,
Ao romper forte do luar que me acalma…
Cantos bradam seus toques de ternura,
Derramando puro mar na Minh ´ alma…

Um hino! que me enleva no alto manto;
Maresia em meu peito, bravo batendo…
Vagando nas fundas ondas d´espanto
Que carpira o lago eterno. Gemendo…

Tu! que rasgas, veloz, a sorte minha,
Nos céus – urdida de sendas de rainha,
A que tece meu ser…tal sentimento…´

D ´ardor, tarjas Minh ´alma de marfim
Brotando, tão fogosamente, enfim…
Roseira alva, florindo. Entendimento…

Helena M. Martins
(Direitos autorais reservdados)
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POR ONDE CAMINHAIS, Ó GENTIL ALMA?                     Escuta a música enquanto lês o poema:                                                ...