domingo, 11 de janeiro de 2015


NOS TEUS BRAÇOS...




NOS TEUS BRAÇOS...



Nos teus braços [amor]
Sou alma enternecida
Que vagueia nos céus 
De amor perdida...
Sou infinito encontrado,
Imenso azul derramado
Em mim...
Sou eternidade;
Etérea felicidade;
Alma pura e cristalina...
Sou simplesmente menina;
Delicada pétala de flor...
Nos teus braços...
Sou eternamente 
Amor!

Helena M. Martins
(Direitos autorais reservados)
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PÚRPURO OLHAR




PÚRPURO OLHAR


Flores púrpuras esvoaçam do meu olhar
Em ténues linhas que esboçaram o sorriso.
Na tina do meu ser há pérolas de mar
Derramando versos, escrevendo meu siso.

Os meus olhos pintam-se de roxo cristal
Estampam a minha tez, lastram a minha alma.
Na brisa do olhar há um mar vendaval;
Há um rosto chorado de saudade e calma.

Quantas estrelas no Olimpo inda a emergir,
Quantos rasgos de sol e lua no Céu a surgir,
Espargidos para lá da praia até ao monte?!

Quanto amor … quanta poesia … a lacrimejar
Pelas borboletas que esvoaçam meu olhar
Que se estende para além do horizonte!

Helena M. Martins
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NAS TELAS DO INFINITO...



NAS TELAS DO INFINITO...


Nas telas do infinito pinto os meus sonhos
Por entre neblinas esboçadas de cor.
Lavro a multicores vastos mares risonhos
Trespassados na tez inflamada de amor.

Ó sonhos derramai a cântares pelos prados 
Trazei do Olimpo o azul em vento norte
Lumiai este ensejo de rostos singrados
Meus versos em cantos de aconchego forte!

Quem sonhos sonha, algum dia, pra sempre acha
A terra além mundo, algures prometida
A sonhar escreve-se secreta a facha 
O verdadeiro mote no pulsar da vida!

Helena M. Martins
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SONHOS AO VENTO...




SONHOS AO VENTO...


Sonhos ao vento
flores de ternura
paleta de rubras cores
mares de aventura.
Luar e sol
luxúria e dor
um céu de aroma
um mar de lamento
que se esvai em sorriso
eterno sonhar
 paraíso .

Entro em meus sonhos
e velejo nas rubras 
águas do vento.

Helena M. Martins
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MAR DE PALAVRAS E SILÊNCIOS...




MAR DE PALAVRAS E SILÊNCIOS...


Ó luzente e penetrante mar de palavras
Que entornas a candura de um silêncio atroz…
Desembocas revolto o grito surdo - a voz....
Das náufragas aves neste sopro que lavras.

Estranho! meus alvos brados cegados ao luar,
Entoando. Um oceano bravio de ternura,
Correndo nas veias cristalinas deste  mar
Quanta nobreza! quanto sal! quanta doçura!

Quanto alabastro! arfando nas ondas …se for...
Quanto lastro!   levemente singrado d´amor
Quantos sentidos inflamados… deplorados!

Quantas rimas! ainda se soltarão ao vento...
Quantas estrofes! inacabadas no tempo...
Quantos poemas serão em meu peito flamejados!

Helena M. Martins
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OLHOS VERDES DE ESPERANÇA... 





OLHOS VERDES DE ESPERANÇA... 


Por verdes campos vagueando, 
Meus olhos procuram os teus...
São verdes da cor dos campos...
São da cor dos olhos meus.

Tão verdes são d´esperança
Da vida a sede beber,
Da fresca e insaciável fonte...
Nela d´Amor fenecer...

Helena M. Martins
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SOU BREVES INSTANTES...




SOU BREVES INSTANTES...


Sou breves instantes de mim
Em parcas palavras ao vento...
Um assopro de alento enfim
Que paira no mar do lamento...

Sou musa que se inspira no mar,
Estrela na fina areia escondida.
Sou pássaro que se solta no ar 
Num fôlego de alma e de vida!

Helena M. Martins
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